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20.2.14

Não há mais espaço para o Marketing preguiçoso, garante Luli Radfahrer | Mercado | Reportagens | Mundo do Marketing



Não há mais espaço para o Marketing preguiçoso, garante Luli Radfahrer
hangout com professor no Mundo do Marketing http://www.mundodomarketing.com.br/

O mantra repetido por muitos executivos de que as marcas ainda não sabem como lidar com o consumidor contemporâneo, altamente conectado, não convence mais. Ou ao menos não deveria. Smartphones e redes sociais já deixaram de ser novidade há algum tempo. Por isso, os departamentos de Marketing precisam deixar de se colocar como surpreendidos pela era da internet e avaliar se o discurso não esconde certa acomodação.
Enquanto profissionais insistem em se dizer perdidos, consumidores mais do que nunca sabem o que querem, quando querem e de que forma. Se até recentemente um comercial de televisão permeado de humor e com a celebridade do momento já seria suficiente para conquistar a empatia do público-alvo, agora já não é mais o único e melhor canal para alcançá-lo. No entanto, deixar tradições de lado e mergulhar de cabeça nas tendências e paradigmas atuais ainda geram receio em grande parte do setor.
Luli Radfahrer, Professor-doutor da ECA-USP e autor de livros sobre comunicação, tecnologia e empreendedorismo, é duro em sua avaliação de profissionais que insistem em destinar grandes montantes dos recursos de publicidade para fórmulas tradicionais. "É muito ilusório, é muito cômodo, coisa de profissional preguiçoso, dizer que a marca não sabe para onde ir. Na verdade, você que é incompetente e ignorante e não faz a menor ideia de como vai conduzir a sua ação de marca. Até bem pouco tempo atrás, era fazer uns xiszinhos, dar uma verba para uma empresa de propaganda e esquecer o assunto", dispara em entrevista a TV Mundo do Marketing.
De olho nas métricas
Se trocar o modelo de trabalho gera incertezas, por outro lado há inúmeras vantagens nas novas ferramentas. A televisão é muda e surda, nos termos de Luli Radfahrer, enquanto a internet propicia interação com o consumidor. "Acho que uma palavra só resume tudo isso: feedback. Pela primeira vez, você fala com o público e escuta o outro lado. Esse enorme sucesso das mídias sociais é só o começo de uma grande mudança na comunicação", aponta.
A internet é capaz de fornecer diversos dados, e os profissionais de Marketing devem estar atentos a eles. Hoje é possível saber quando o consumidor acessou o site de uma empresa, o que chamou a atenção dele, de onde veio, para onde foi e de quais redes sociais participa. Por isso, Luli Radfahrer é enfático: os profissionais de Marketing não podem tirar os olhos das métricas, pois elas revelarão segredos valiosos do público-alvo.
Há diversos canais de interação com o consumidor e "Se a marca não utilizar isso ela está desperdiçando uma ótima oportunidade de melhorar seu produto", afirma o especialista. Nas mídias sociais também é fundamental entender como conversar com os compradores dos produtos. "Não adianta tentar fazer tudo que ele manda. Não adianta tentar patrocinar um blogueiro famoso, se você não se comporta direito", ressalta Luli Radfahrer.
Não tem desculpa
Não há fórmulas prontas nas estratégias de Marketing neste novo contexto. "Não é tão difícil assim, mas também não tem fórmula mágica, sete hábitos ou 10 recomendações", diz Radfahrer. Se o público não compra mais aquilo que vê na televisão ou nos classificados, é importante lançar mão da criatividade e deixar de lado a preguiça. É proibitivo se manter preso a tradições, como fizeram Varig e Vasp, no setor aéreo, e faliram.
O profissional de Marketing que diz não saber o que fazer nos novos canais, quando chega a sua casa, se torna consumidor e não tem dúvidas sobre o que deseja das marcas que consome. "Esse cara, quando quer comprar qualquer coisa, vai pesquisar na internet. Por que ele se julga diferente de seu público? As pessoas estão olhando na internet, nos smartphones. Dentro da sua loja, elas estão vendo se seu produto é barato ou se seu concorrente é melhor, enquanto você fica ali, esperando atendê-las sem liberar o wifi", diz Luli Radfahrer.
Muitas vezes, uma verba originalmente destinada a uma agência de publicidade ou a uma ação na grande mídia pode ser deslocada para uma análise de business intelligence. "Pouquíssimas empresas têm uma análise real de quem é seu consumidor, quanto tempo o produto passa na loja, qual é o turn over do seu produto e qual é a aceitação dele pelo consumidor, se comparado a outras marcas", analisa o especialista.
Youtube é o canal
Ao diversificar as ações de interação da marca com seu público-alvo, os departamentos de Marketing precisam estar atualizados em relação aos canais. Alguns são mais eficientes que outros. Há aqueles que surgiram há relativamente pouco tempo e já começam a se tornar obsoletos. O Facebook, por exemplo, já se comporta de modo semelhante à televisão.  "A timeline do Facebook proporciona a mesma experiência da televisão aberta. Você liga e vê um monte de bobagens, uma não ligada à outra", resume Luli Radfahrer.
Um dos canais mais importantes para a divulgação de uma marca é o Youtube ou outros sites de vídeo. Os podcasts também se tornaram bastante interessantes, já que todos estão sempre com os fones ligados a seus smartphones no caminho do trabalho e de casa. "Qualquer empresa foi criada para resolver um problema. Em vez de pensar em como vender o seu produto, deve tentar resolver o problema do seu consumidor. Depois, a empresa deve entrar no Youtube com tudo, contando como pode propiciar isso a ele", diz o especialista.
Jovens e executivos seniores precisam se aliar na missão de descobrir o melhor caminho para conversar com o consumidor. O primeiro tem grande potencial, pois já não acredita mais num mundo regido pela televisão, e o segundo conta com a experiência para conduzir as ações da melhor forma. "É possível combinar o talento dos dois, desde que nenhum deles seja teimoso. Quando o jovem achar que é a solução e o velho achar que as coisas devem continuar como sempre foram feitas, os dois estarão errados", analisa Luli Radfahrer.
Assista à entrevista na íntegra. Conteúdo aberto até 48 horas após a sua publicação. Após esta data, somente para assinantes Mundo do Marketing Inteligência.

14.4.12

MD 5 caminhos para relacionamento online

Maneiras para atrair a atenção online do consumidor

Por Thierry Costa 
Quer maior engajamento por parte do consumidor? Personalize a sua experiência de busca
Sabe-se que a ferramenta de busca nos sites pode aumentar a conversão online de duas a três vezes. Se a Experiência do Cliente no seu site é personalizada, consequentemente esses números tendem a aumentar, assim como o engajamento deles com a sua marca. Uma vez mais engajado, o consumidor está mais apto a voltar a comprar no seu site, recomendá-lo para amigos, e até publicar itens a seu favor nas redes sociais.
A personalização das ferramentas de busca caminha junto com as outras maneiras de personalização que as pessoas estão experimentando, como as de localização, as de redes sociais, e os "assistentes de compras online", que sabem exatamente quais marcas o consumidor prefere, seu histórico de compras e até seu estilo.
Abaixo estão listadas cinco maneiras que garantem uma experiência de compra personalizada para o consumidor. Uma vez utilizadas, elas encorajam não somente o retorno ao seu site, mas também que eles comprem mais e mais vezes.
Disponibilize um histórico de busca: Uma lista de pesquisas recentes, ou histórico de pesquisa, é uma maneira de dizer "bem vindo de volta". Essa lista garante a seu consumidor que ele não precise lembrar o nome exato de um produto, além de ajudá-lo a recordar de uma busca já realizada, encorajando-o a finalizar a compra.
Permita uma seleção de preferência de marca/produto: Em sites que oferecem uma ampla gama de marcas, os consumidores podem encontrar mais facilmente o que procuram se houver a opção de selecionar suas marcas de preferência. Essas podem ser salvas para que, em buscas futuras, o consumidor não tenha que colocar esta informação novamente.
Geolocalizar os resultados de busca: Graças em parte, ao grande volume de uso de dispositivos móveis, os consumidores se acostumaram a ver informações que estão próximas de sua localização. É possível fazer a mesma personalização em sites, simplesmente pedindo aos compradores seu CEP ou endereço enquanto realizam uma pesquisa, assim, serão disponibilizadas apenas a informações que são relevantes para aquela determinada localização. Essa é uma ótima ferramenta se seu negócio apresenta uma loja física, na qual o consumidor pode buscar o que foi comprado, e onde é preciso saber se o artigo se encontra em estoque.
Incluir as redes sociais: Muitos sites estão começando a permitir que os visitantes usem o seu perfil do Facebook como login. Através dessa ferramenta, eles podem ver quem, de sua rede de contatos, "curtiu" um determinado produto. Num futuro próximo, é de se esperar que as redes sociais estejam mais conectadas ainda com as ferramentas de busca. Presume-se que, com o aumento de popularidade do Pinterest, esse seja incorporado às ferramentas de busca, desta maneira, serão disponibilizadas apenas resultados de pesquisa que os amigos do comprador já marcaram em seus pinboards individuais.
Personalização por dispositivo: Agora que os consumidores estão alternando muito rapidamente entre computador, tablet, laptop e smartphones, eles esperam que os sites que visitam se ajustem ao dispositivo em questão, e ainda ao local onde se encontram. Isso vai além da simples busca por celular – trata-se de entregar informações diferentes dependendo da localização do consumidor ou do dispositivo com o qual ele acessa o site.
Ao refinar os resultados de pesquisa em seu site, não se esqueça de considerar as ideias acima para criar uma experiência mais personalizada para seu consumidor. Toques pessoais, seja em resultados de busca ou outros esforços de marketing, ajudam a aproximar o consumidor de sua marca, e aumentam as chances do comprador clicar no botão de "adicionar ao carrinho de compras".